O burkini, burquíni ou burqini (uma palavra-valise de burca e biquíni) faz parte da vestimenta das mulheres mulçumanas, seguidoras do Islã, que não se sentem confortáveis em utilizar trajes de banho reveladores, este segmento é voltado para a moda praia, os burkinis são compostos por três peças, a capa, o casaco e a calça, muito semelhante a uma roupa de mergulho, feito com material de traje de banho, próprio para a prática de esportes e natação, suficientemente leve, permite que elas não corram nenhum risco nas suas práticas. Esta vestimenta está cada vez mais popular entre elas, dando-lhes liberdade para ir à praia e piscina sem despir-se.
Voltado para mulheres mulçumanas de todas as idades, apesar de serem fechados e cobrirem o corpo, são coloridos e seguem a mesma criatividade das estampas e cores dos biquínis, voltado para a mulher mulçumana contemporânea, que não abre mão da leveza e do divertimento nos horários de lazer.
Aqui no Brasil não consegui encontrar lojas que já tivessem estas roupas prêt-à-porter, só feitas sob medida. Através da influencer Mariam Chami encontrei a Alai, uma marca que confecciona roupas para o dia a dia, festa e banho sob medida para este público.
A primeira aparição do burkini foi nas Olimpíadas de 2008, em Pequim, é uma invenção recente, mas logo se tornando um sucesso comercial entre as mulheres mulçumanas. A primeira peça surgiu na Austrália, logo se espalhando pela Ásia e consequentemente por todo o mundo. Criada por uma estilista australiana-libanesa Aheda Zanetti, que diz ter tido a ideia em 2004 por ver que sua sobrinha e outras mulheres tinham dificuldade de praticar esportes utilizando o niqab, véu que deixa apenas os olhos de fora, a ideia tornou-se popular e amada, sendo hoje uma marca e um sucesso comercial.



Beatriz Zatiti