A Moda Feminista Brasileira

Comportamento, Moda, sustentabilidade

Existem segmentos de moda que estão começando a crescer e se destacar cada dia mais, vemos percebendo um crescente da força e união das mulheres e junto com esse movimento feminista, tão crucial e necessário, existem as marcas que vão surgindo e agregando tanto ao feminismo. Sabemos que o mundo da moda é um mundo muito machista, que propositalmente ou até mesmo sem a intenção, incentiva padrões estéticos inalcançáveis, além de deixar de lado mulheres que não se encaixam nesse seleto grupo do chamado “aparência e corpo ideal”, este que normalmente se refere as mulheres com traços brancos europeus. Graças a muito diálogo e informação podemos ver aos poucos as quebras desses “muros” que nos reprimem e nos enquadra em caixinhas, mulheres sendo incentivadas cada vez mais a se amarem como são, a exigirem respeito e igualdade, a usar qualquer peça de roupa independente do seu tipo de corpo, existe um caminho muito longo ainda para percorrermos, mas temos que enaltecer todos os já conquistados e não deixar que nenhum deles se perca novamente no caminho.

É um movimento tão bonito esse, e ter marcas que vem junto com isso, principalmente no Brasil que ainda tem muitas questões a serem trabalhadas é tão importante ter as marcas pioneiras nesse aspecto, dando a oportunidade dessas mulheres terem onde encontrar roupas que as represente, é muito necessário para que cada vez mais possamos conquistar nosso espaço, e poder realmente colocar em prática esse pensamento de liberdade, encontrando lugares onde haja uma identificação nos ideais.

Vale ressaltar que as marcas que estão dentro deste segmento de moda feminista brasileira, oferecem peças para mulheres acima de 20 anos e todas também estão ligadas a questões de sustentabilidade! Consumo consciente.

Nauta – Marca com produção 100% feito por mulheres, sede em São Paulo (SP), reutiliza resíduos têxteis, valorização de diferentes corpos.

Brisa Slow – Marca de design natural, produzida com o propósito de inspirar leveza e auto cuidado feminino, valoriza diferentes corpos e tem sua sede em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Panoh – Marca que valoriza o “Corpo Livre” e produz roupas sustentáveis, sede em Vinhedo (SP).

Demodê – Marca nordestina, sede em São Luís, peças feitas à mão e com uso de algodão orgânico para trazer ainda mais conforto e liberdade as mulheres.

Violet Intimate – Moda para “mulheres de espírito livre”, é uma marca consciente e também com produtos feitos à mão, incentivando amor próprio nas mulheres e proporcionando conforto nas peças.

Uhnika – Moda que produz peças atemporais, buscando valoriza as mulheres, mas também o consumo consciente, “para mulheres de personalidades uhnikas”.

 Utopiar – Marca feita por mulheres ressignificando histórias de violência doméstica, além de ser uma marca sustentável está totalmente voltada a ajudar mulheres em seus processos.

Ziovara – Marca fundada por duas irmãs no interior de São Paulo, com foco na diversidade e empoderamento feminino.

Prosa – Marca voltada ao empoderamento feminino, diversidade de corpos e liberdade da mulher, peças feitas com consciência, fundada por Carol Burgo.

Imagem:Reprodução/instagram/@nautabrasil
Imagem:Reprodução/instagram/@demode_atelie
Imagem:Reprodução/instagram/@panoh_oficial
Imagem:Reprodução/instagram/@uhnika
Imagem:Reprodução/instagram/@violetintimate
Imagem:Reprodução/instagram/@vamosutopiar
Imagem:Reprodução/instagram/@ziovara
Imagem:Reprodução/instagram/@lojaprosa

Luiza Guidi Menezes.

Estilo sobre duas rodas

Sem categoria

Há uma crescente utilização de motocicletas no país, de acordo com o site Infomoto – UOL Carros, “Em 2019, 28% dos consumidores de motos, CUBs e scooters eram do sexo feminino”. Apesar das mulheres terem uma grande porcentagem na utilização de motocicletas, ainda assim, as roupas e acessórios para quem faz a utilização da mesma são muito masculinizadas e sem o acompanhamento de muitas tendências de moda. 

As peças para este segmento precisam trazer segurança, pois a moto deixa o condutor totalmente desprotegido, e praticidade, pois o máximo que consegue ter consigo é uma mochila ou compartimento externo adicionado a moto.  

Para o desenvolvimento das roupas precisa-se ter tecidos tecnológicos, resistentes a abrasão e impermeabilizantes, para proteger o condutor em uma possível queda, impedindo que o mesmo se machuque ao ter contato com o chão e não o deixar se molhar, se ocasionalmente começar uma chuva. 

Este segmento consiste em proporcionar maior segurança e estilo para as motociclistas, com o desenvolvimento de peças que podem ser utilizadas no dia a dia, proporcionando agilidade na hora que a condutora for utilizar a moto. Sendo assim, as peças precisam ser modernas e seguir tendências de moda. 

O público-alvo deste segmento são mulheres que utilizam moto para se deslocar no dia a dia, também, para as que gostam de motocicletas por hobby, que querem estar na moda, ao invés de usar só uma capa de chuva comum que não é nada moderna, nem fashion.  

Atualmente, este segmento é pouco explorado por marcas que confeccionam roupas e acessórios para motociclistas, porem a marca Riffel desenvolveu em 2016 uma coleção que atendia esses conceitos, mas desde então não produziu mais nada no mesmo estilo. 

A exploração desse segmento se faz necessária por não ter empresas no mercado produzindo peças modernas e que facilitem a vida das motociclistas, deixando mais confortável e com estilo o seu dia a dia. 

Rafaela Lopes.