Movimento slow: Um novo modo de viver

Em momento de reclusão, somos alertados a permanecermos em casa e apenas sair para emergências. O mundo inteiro aderiu à quarentena e, nessas circunstancias, noto um potencial incentivo ao movimento slow.

O movimento slow, nada mais é que um movimento de conscientização sobre o ritmo frenético da sociedade atual, sua proposta é a vida sem pressa, fazer as coisas com presença e atenção e buscar por uma vida mais simples.

Com a pandemia provocada pelo novo coronavirus, quase todos os países adotaram a quarentena, uma situação complicada, e que pode trazer consequências negativas, porém foi coletado dados de pesquisadores dedicados a estudos sobre a poluição do ar, notícias animadoras: com a reclusão da população, a qualidade do ar que respiramos está melhorando significativamente.
É como se a nossa ausência fosse um respiro para o planeta. E de fato está sendo. A queda dos índices de poluição é tão grande que alguns cientistas estão se arriscando em dizer que, muitas vidas serão salvas, uma vez que a qualidade do ar é responsável por agravar quadros de doenças respiratórias. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 91% da população mundial vive em locais em que a qualidade do ar está abaixo do recomendado.

Dessa maneira, penso que se a população se conscientizar no bem que fizemos para o planeta, só de ficarmos em casa e desacelerar a rotina, o movimento slow será uma forte tendência.
Seria a produção e consumo slow, uma nova forma de nos comportarmos?

Muitas empresas já estão aderindo o modo de produção slow, seu foco não é mais o crescimento contínuo e a alta produtividade, e sim a qualidade de todo o processo produtivo, das matérias-primas ao produto final. Isso refletido na moda é o chamado slow-fashion.
Slow fashion é uma alternativa sustentável à moda globalizada, vai à contra-mão ao fast-fashion, este que prioriza a produção em massa. O slow fashion surgiu como uma alternativa socioambiental mais sutentável no mundo da moda.

Empresas que adotam o movimento slow, encontram um crescente mercado consumidor, visto que, o consumidor moderno está interessado em saber sobre o processo de produção do produto/bem que virá a comprar, diante disso, está disposto a pagar um pouco a mais por um produto com qualidade total, que ele tenha acesso com transparência a todo o processo produtivo, embalagem, história, território, ambiente e ética. Esse novo consumidor tende a conter os consumos em termos quantitativos e reorienta-los no sentido da qualidade, mesmo nos tempos de crise.

Carolina Barbano

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