A NATUREZA COMO ADORNO

Comportamento, Moda, sustentabilidade, Tendência
Fonte: Imagem do Instagram da marca @mariaoiticicabiojoias

Como já é de conhecimento comum, a indústria da moda é fonte de inspiração para vários outros seguimentos. Posturas éticas e morais delimitam os nichos do mercado de moda. Vamos entrar então em uma crescente de pensamentos que é nossa relação com a natureza e o quanto ela esta sendo ressignificada para toda a humanidade. Depois de milhares de anos, sendo associada apenas a uma fonte de servir e de extração para a humanidade, a natureza nos revela o quanto necessitamos e dependemos dela, transformando nossa relação com respeito e reverencia. É com base no respeito e na admiração para com a natureza que o mercado de biojoias esta em crescente movimento criativo e expansão.

Seu publico alvo são desde mulheres a homens, sem nenhuma distinção, pessoas com uma consciência e relevância maior no todo, como comunidade e indivíduos viventes. Visando o bem estar em conjunto, como comunidade, tendo valores e princípios positivos perante a natureza, todo seu entorno, e os possíveis processos que podem agredi-la, buscando assim evitá-los.

Fonte: Imagem do Instagram da marca @galha

O conceito de uma biojoias é de sustentabilidade, menor impacto possível para com a natureza, envolvendo também ética e moral positiva para quem fabrica e para quem a usa. São acessórios que não agridem o meio ambiente e possuem uma relação amigável e respeitosa com a natureza. Sua principal característica é de ser feita por elementos naturais, extraídos diretamente da natureza, como por exemplo: sementes, cascas, madeiras, pedras, fibras, dentre outros.

Fonte: Imagem do Instagram da marca @galha

Há o zelo em cada processo da criação e produção da peça. As biojoias requerem o cuidado de manter a identidade natural da peça, evitando transformações industriais nos materiais utilizados. Esse tipo de jóia também visa à redução de lixo gerado na fabricação de cada produto. De modo geral, as biojoias são feitas por processos totalmente artesanais, salvo algumas exceções.

Portando são essas características o que torna cada peça única, simbólica, significativa e de valor, ético e moral, inestimável.

Fonte: Imagem do Instagram da marca @galha

Rafaela P. Delamagna

Soft Formal Wear ou Pijama? A Era do Conforto Elegante!

Comportamento, Moda, Tendência

Há muitos séculos peças em alfaiataria foram vinculadas a um mercado de luxo inalcançável, nos mostrando peças de grandes marcas como Chanel, Prada, entre muitas outras. Traziam peças em alta costura sendo peças sociais elegantes, com modelagens perfeitas.

Em pleno século 21 nos deparamos com uma grande situação, onde uma Pandemia (Covid-19) nos trouxe muitos acontecimentos e mostrando como tudo pode transformar-se em pouco tempo. A moda não está de fora dessa, sempre inovando e buscando novos tentáculos para caminhar.

Depois de passarmos certo tempo dentro de casa, nos acostumamos com o conforto e com a funcionalidade do nosso lar, e muitas pessoas tiveram que reinventar-se de divergentes formas. Com novos ares e momentos de dificuldade, tivemos que nos adaptar, novos empreendimentos foram criados e pensados e assim uma nova era da alfaiataria começa.

“Ai, vocês me perguntam, mas o que uma coisa liga a outra?” Quando nos vemos sem muitas alternativas, temos que buscar maneiras de nos transformar, mulheres e homens em média, a partir dos 20 anos, empreenderam e abriram novos horizontes. Esse novo ar trouxe junto um estilo home office, porém com essa pitada de elegância.

Empreender trás consigo uma grande responsabilidade, o que pede uma grande mudança no visual. Pessoas começaram a buscar peças mais sofisticadas e que não perdessem o conforto (como ternos extremamente ajustados). Essa fase dentro de nossas casas nos ensina como nosso pijama pode ficar “cool” com com os acessórios certos, e claro, os pijamas certos.

As peças de um “Soft Formal Wear” vão de reuniões importantes e chamadas de vídeos em Home Office a happy hour com as amigas. Trás a funcionalidade, conforto e leveza do nosso lar e mescla com o formal e elegância das peças em alta costura, tornando-se tendência para as novas empreendedoras do século.

Fonte: Alberta Ferretti – Ready to wear – Pinterest.

Grandes influencers e marcas como a Zara, Shein, Amaro e Revolve aderiram a esse novo estilo de vida, onde conforto sempre prevalecerá. O divertido dessa trend é poder brincar com essa funcionalidade e diversidade do pijama social, o conforto de peças do lar unido ao formal de peças urbanas.

Fonte: Alberta Ferretti – Ready to wear – Pinterest.

Assim mais uma geração de consumidores vem se instalando e nas passarelas já podemos ver o resultado. O conforto de usarmos peças mais amplas e descoladas para reuniões de trabalho, veio para ficar. Essa desconstrução de estilos muito estruturados e sólidos acaba e surge uma nova moda em que moletons e pijamas de seda podem ser usados na rua, no aerolook ou no bar com suas amigas e não somente dentro de casa. Moda na qual uma grande situação (pandemia) desfez um grande paradigma (pijama é para dormir), transfigurando  uma necessidade em tendência.

Giovana Bernardo.

Fonte: Pinterest.

O que é o Recycling Wear?

Moda, sustentabilidade, Tendência
Fonte: https://ecolebrasil.com/wp-content/uploads/2019/04/upcycling.jpg

O que é o Recycled Wear?

O mercado da moda, que é uma das indústrias mais poluentes do planeta, tem buscado novas formas de tratar seus resíduos. O fast-fashion, tendência que produz roupas baratas em ritmo acelerado, tem um alto custo para o planeta. Os fabricantes de lojas que adotam esse modelo de consumo, utilizam químicos tóxicos no tingimento de tecidos, sendo esse o segundo maior poluente de água limpa do mundo, perdendo apenas para a agricultura.

 A Ellen MacArthur Foundation, com o apoio da estilista Stella McCartney, fez um relatório chamado “A new textiles economy: Redesigning fashion’s future”, em que nos é apresentado o dado de que, a cada segundo, o equivalente a um caminhão de lixo cheio de sobras de tecido é queimado ou descartado em aterros sanitários. Assim, todos os anos, bilhões de dólares são jogados fora com roupas pouco usadas e que quase nunca são recicladas ou reaproveitadas.

A indústria da moda também produz toneladas de gases do efeito estufa por ano, como o carbono, cuja indústria é responsável por ¼ da emissão em todo o planeta. Além de tudo isso, como mostra o documentário “The True Cost”, o crescimento do algodão, utilizado na fabricação de roupas, precisa de altos níveis de água e pesticidas para que não haja falhas no desenvolvimento de suas plantações, colocando em risco até mesmo a saúde dos agricultores.

É assim que surge a ideia do Recycled Wear, que pode ser dividido em: Upcycling, Downcycling e Recycling. Segundo pesquisas da ação Fashion Revolution, 95% das roupas podem ser trabalhadas com todos esses processos de recuperação.

O Recycling consiste no processo que permite que o resíduo recuperado se transforme novamente em matéria-prima, que pode ser utilizada na produção do mesmo produto que o gerou.

Já o Downcycling, é o processo de recuperação que transforma o resíduo em matéria-prima de menor valor.  Essa matéria-prima não pode ser utilizada na produção do produto do qual foi gerado, mas sim em produtos secundários.

E por fim, o Upcycling, que talvez seja o mais interessante na indústria da moda, é o processo que transforma o resíduo em matéria-prima com melhor qualidade e valor agregado. Esse processo propõe uma mudança no design e uma revolução nos processos de fabricação, reforçando o conceito de sustentabilidade.

E é aí que atua o setor da customização, que transforma produtos danificados ou que já não tinham mais utilidade, em produtos novos e criativos, atraindo pessoas que se preocupam com meio ambiente e que querem dar uma cara nova para produtos que já não tem mais serventia.

A artista Bruna Godoy (@brugodoy.loja), por exemplo, faz um trabalho muito legal com peças que encontra em brechós e vende em seu site peças únicas, pintadas e bordadas a mão.

É isso também que as ex-alunas do Curso de Moda do Centro Universitário Moura Lacerda decidiram fazer: dar uma cara nova às peças de roupas! E o resultado você também pode conferir no Instagram da marca: http://instagram.com/byoucustom/  

Como você, consumidor, pode ajudar nesse impacto ambiental causado pela indústria da Moda?

Primeiramente, envolvendo-se nesse debate e conhecendo mais sobre o assunto e sobre as marcas nas quais você costuma comprar e se elas se preocupam com o meio ambiente. Uma ótima ideia é começar comprando peças de roupas em brechós ou de produtores locais, doando suas roupas, customizando-as, trocando com amigas ou até mesmo transformando-as em novos produtos. É muito válido também cobrar um posicionamento das marcas e transparência a respeito do processo de suas peças, como publicar uma foto nas redes sociais com a hashtag #WhoMadeMyClothes e mencionar a marca.

É com pequenos passos que transformamos o mundo!

Roberta F. Rodrigues

Petite Wear: um grande segmento para pequenas pessoas

Moda, Tendência

Neste post dissertarei sobre o segmento de moda chamado “Petite wear” ou “Petite size”. O segmento foi criado pela necessidade que mulheres adultas de estatura baixa sentiam em relação a roupas “ready-to-wear”, na indústria da moda. O público-alvo do Petite wear são mulheres adultas com estatura baixa, com 1,40m até 1,60m de altura.

É importante ressaltar que petite size é sobre a altura e não peso. A maioria das pessoas tem a ideia equivocada de que roupas petite size são fabricadas para mulheres magras e de estatura baixa apenas, porém, o petite size engloba todos os corpos cuja a estatura está entre 1,40m a 1,60m. O grande diferencial das roupas “petite size” para roupas produzidas em larga escala mundialmente é a modelagem. O tamanho regular feminino produzido nas confecções de moda é para mulheres de 1,60 para cima, e para uma mulher que se encaixa no tamanho petite, as roupas não se encaixam perfeitamente, isso acontece por detalhes da modelagem.

A modelagem petite consiste em uma modelagem que preza por detalhes, as mulheres petite geralmente têm ombros mais estreitos, portanto designers de petite size, ajustam a largura dos ombros ao fazerem tamanhos pequenos, esse detalhe é especialmente importante para roupas com ombros estruturados como jaquetas e casacos, também tendem a ter a braços mais curtos, então esse ajuste também é feito na modelagem petite. As mangas é um detalhe muito importante, pois com o comprimento incorreto pode sabotar instantaneamente a qualidade de sua roupa, principalmente para o trabalho ou em ocasiões sociais formais. Para mulheres que se encaixam no segmento, quando as mangas são muitos longas, parece que a peça escolhida não é do tamanho correto para você, mesmo que sirva perfeitamente em outros lugares.

Além disso, a modelagem petite engloba, torso menor, pelo fato de a maioria das mulheres petite possuírem um torso mais curto. Isso afeta diferentes tipos de roupas, blusas, blazers e vestidos. Por exemplo, uma blusa de tamanho normal pode dar a impressão de uma cintura “caída” em uma mulher petite. Os chamados “bottons” também precisam ser pensados cuidadosamente na modelagem petite, as mulheres pequenas geralmente possuem pernas mais curtas, portanto as calças, shorts e calças jeans petite wear precisam ser ajustados corretamente, os ajustes são feitos na costura interna da peça, que é a costura do comprimento da perna, do alto da coxa até o tornozelo. Os joelhos das peças também precisam ser ajustados na modelagem, colocados mais altos do normal.

            O Petite wear está em crescente desenvolvimento, ainda não há muitas bibliografias por ser um segmento novo na indústria da moda, porém possui um grande potencial. No Brasil não há marcas vinculadas estritamente ao segmento, mas no Reino Unido, EUA e Inglaterra existem marcas de moda Petite Wear. A seguir, citarei algumas:

Boohoo – É uma marca de roupas cujo o foco principal é atender o segmento Petite wear. No site da marca eles disponibilizam uma tag em cada peça disponível com a altura petite da modelagem. Além disso, a marca é sustentável e ecologicamente responsável.

Asos – É uma marca que engloba a modelagem petite em sua confecção. A marca tem como ideais o chamado “body positivity” e preza pela aceitação de todos os corpos através de suas roupas.

Macys – A marca de departamento passou a englobar a modelagem petite com uma aba especialmente para o segmento em seu site.

Topshop – É uma marca inglesa que tem o foco principal ao público petite, possui uma grande variação de modelos.

Wallis – É uma marca que adicionou recentemente uma coleção de petite wear em seu catálogo. A marca também disponibiliza um guia de estilo para mulheres petite.

Ann Taylor – É uma marca norte americana que tem foco principal ao público petite e possui um amplo catálogo de moda petite.

Jennifer Anne – É uma marca de luxo no Reino Unido especialmente para mulheres petite. Nela você encontra roupas para todas ocasiões desde casuais à sociais.

Bomb Petite – é um site de moda britânica especializada no público petite, se intitulam como mais que somente um site de petite, mas sim uma comunidade para o público petite. No site tem para a venda roupas de várias marcas petite, inclusive a própria. A marca disponibiliza também um ebook com dicas de estilo para mulheres petite, escritos por uma estilista também petite. 

Loja Bomb Petite

Carolina Barbano