ROUPAS PLUS SIZE PARA DIVERSOS ESTILOS

Comportamento, Moda

Por muito tempo a indústria da moda não incluía tamanhos maiores em suas confecções, trazendo roupas e estilos diferentes apenas para mulheres magras, a mulher gorda sempre teve muita dificuldade em encontrar roupas que valorizassem seu corpo e estilo, ficando refém de uma moda que não a contemplava. Hoje em dia o mercado plus size vem ganhando mais força, principalmente por ser um mercado exigente, de grande demanda e que com o acesso a internet e redes sociais começou a abordar a diferença de corpos e tamanhos, abrindo espaço para que o assunto fosse abertamente discutido.

Com isso lojas, de departamento ou especializadas, começaram a trazer o tamanho plus size em suas coleções, mas separado dos modelos menores de roupas, como se o plus size fosse um estilo e não apenas numerações maiores.

Mulheres gordas merecem como todos os tipos de mulheres encontrarem roupas diferentes, não apenas roupas que escondam seu corpo ou que as limitem em poucos estilos, mas ter a oportunidade de usar a moda assim como as mulheres magras, tendo opções em diversos estilos, modelos e de maneira que seja mais fácil de encontrar, não precisam de uma seção separada para o seu tamanho, mas sim que as lojas incluam tamanhos maiores em sua confecção de todos os produtos.

Algumas lojas hoje em dia já disponibilizam uma grade maior onde se encontram produtos dos menores aos maiores tamanhos, mas isso ainda não é uma realidade em grande parte das lojas brasileiras, ainda mais quando não estão localizadas em cidades grandes, deixando as mulheres gordas com poucas possibilidades dentro da sua cidade, tendo que recorrer muito a compras online.

Existem então algumas marcas online de estilos modernos, alternativos e casuais que já conseguiram entender essa falta social e mercadológica e apostam na confecção de diversos tamanhos de produtos, sendo elas de diversos segmentos, possibilitando que mulheres gordas encontrem com mais facilidade roupas bonitas e que as representem.

Fonte: https://www.instagram.com/p/CHRHSLhBx3O/

Fonte: https://www.instagram.com/p/CCqw-t4BVRN/

Fonte: https://www.instagram.com/p/CH-yA1jjdav/

Podemos encontrar peças de diferentes estilos e tamanhos em marcas como: Chica Bolacha, Pride, Ziovara, Wearever, Ayala, entre outras lojas menores e especializadas. E a comunicação dessas marcas também apresentam as roupas em modelos de corpos diferentes, o que faz todo o diferencial na identificação do produto com o público, onde a mulher consegue se enxergar com o mesmo.

Mariana de Paula

Fontes: https://flaviadurante.blogosfera.uol.com.br/2018/12/06/plus-size-nao-e-um-estilo-e-um-tamanho-de-roupa/ http://atl.clicrbs.com.br/atlgirls/2016/07/13/dica-da-glai-4-marcas-pop-e-alternativas-para-mulheres-gordas-que-amam-suas-curvas/

A NATUREZA COMO ADORNO

Comportamento, Moda, sustentabilidade, Tendência
Fonte: Imagem do Instagram da marca @mariaoiticicabiojoias

Como já é de conhecimento comum, a indústria da moda é fonte de inspiração para vários outros seguimentos. Posturas éticas e morais delimitam os nichos do mercado de moda. Vamos entrar então em uma crescente de pensamentos que é nossa relação com a natureza e o quanto ela esta sendo ressignificada para toda a humanidade. Depois de milhares de anos, sendo associada apenas a uma fonte de servir e de extração para a humanidade, a natureza nos revela o quanto necessitamos e dependemos dela, transformando nossa relação com respeito e reverencia. É com base no respeito e na admiração para com a natureza que o mercado de biojoias esta em crescente movimento criativo e expansão.

Seu publico alvo são desde mulheres a homens, sem nenhuma distinção, pessoas com uma consciência e relevância maior no todo, como comunidade e indivíduos viventes. Visando o bem estar em conjunto, como comunidade, tendo valores e princípios positivos perante a natureza, todo seu entorno, e os possíveis processos que podem agredi-la, buscando assim evitá-los.

Fonte: Imagem do Instagram da marca @galha

O conceito de uma biojoias é de sustentabilidade, menor impacto possível para com a natureza, envolvendo também ética e moral positiva para quem fabrica e para quem a usa. São acessórios que não agridem o meio ambiente e possuem uma relação amigável e respeitosa com a natureza. Sua principal característica é de ser feita por elementos naturais, extraídos diretamente da natureza, como por exemplo: sementes, cascas, madeiras, pedras, fibras, dentre outros.

Fonte: Imagem do Instagram da marca @galha

Há o zelo em cada processo da criação e produção da peça. As biojoias requerem o cuidado de manter a identidade natural da peça, evitando transformações industriais nos materiais utilizados. Esse tipo de jóia também visa à redução de lixo gerado na fabricação de cada produto. De modo geral, as biojoias são feitas por processos totalmente artesanais, salvo algumas exceções.

Portando são essas características o que torna cada peça única, simbólica, significativa e de valor, ético e moral, inestimável.

Fonte: Imagem do Instagram da marca @galha

Rafaela P. Delamagna

Moda evangélica para mulheres jovens

Moda

A moda evangélica é uma moda de roupa mais comportada, diferente um pouco da moda convencional, ela pede roupas mais discretas, onde se evita mostrar os ombros, decotes exagerados, tecidos transparentes, roupas mais curtas e muito justas, que evidenciam demasiadamente o corpo. Existem várias denominações de igrejas evangélicas, e cada uma tem uma maneira de se vestir, mas no geral são roupas que mostram menos o corpo.

A moda evangélica vem crescendo e ganhando força desde os anos 2000, pois se tinha grande dificuldade de achar roupas com as características necessárias para esse público, e desde então é um nicho em ascensão, principalmente nos últimos anos, onde a procura por roupas elegantes e estilosas, porém discretas, vem crescendo dentro do público evangélico.

Para uma jovem cristã achar roupas que condizem com sua crença e sair da saia jeans reta e uma camiseta de manga ¾, e se apresentar de maneira que se sentisse mais confortável, estilosa e bonita, foi difícil por um bom tempo, pois a moda que corria o mundo não dava para encaixar em seu guarda roupa. Então o mercado de moda viu esse nicho, e com muito receio de investir em uma moda que até então não tinha, foi em frente e começou a buscar agradar esse público que só cresce e que é extremamente exigente, até porque todas nós, mulheres, temos o direito de nos sentir lindas e confiantes.

Ao contrário do que muitos podem pensar, a mulher cristã gosta de se vestir bem, na moda, e com roupas que a valorizem, fazendo com que elas busquem encontrar o estilo que cabe com sua personalidade, corpo e pensamento. Não buscamos apenas roupas para ir aos cultos, mas também para o trabalho e os momentos de lazer, e claro, para as jovens que adoram se exercitar e cuidar da saúde, temos marcas de roupas fitness especializada em mulheres evangélicas.

Hoje encontramos algumas marcas e lojas especializadas em moda evangélica, onde apresentam uma variedade de modelos, tecidos e estampas, sempre procurando trazer roupas confortáveis e modernas para fazer com que as fieis fiquem cada vez mais lindas e confiantes.

Algumas marcas mais conhecidas são: Via Tolentino, Tata Martello e Epulari.

Looks da Via Tolentino:

Fonte: https://loja.viatolentino.com.br/produto/vestido-pareo-15123.html
Fonte: https://loja.viatolentino.com.br/produto/saia-midi-com-babado-10341.html
Fonte: https://loja.viatolentino.com.br/produto/saia-jeans-com-recortes-15322.html

Looks da Tata Martello:

Fonte: https://www.tatamartello.com.br/vestido-tata-martello-sarah#derivacao=amarelo-claro
Fonte: https://www.tatamartello.com.br/vestido-tata-martello-julia#derivacao=verde-bebe
Fonte: https://www.tatamartello.com.br/casaco-tata-martello-rejane#derivacao=preto

Looks da Epulari:

Fonte: https://www.useepulari.com.br/saia-calca-comprida-vermelha-alta-compressao-protecao-uv50-epulari
Fonte: https://www.useepulari.com.br/shorts-saia-jump-chumbo-poliamida-uv-50-epulari

Clara Kekis

Fontes:

https://www.viaevangelica.com.br/blog/moda/a-historia-da-moda-evangelica-como-ela-surgiu

Você conhece a história da moda evangélica?

https://www.atacadaodaroupa.com/blog-tudo-da-moda/dicas-moda-evangelica

Soft Formal Wear ou Pijama? A Era do Conforto Elegante!

Comportamento, Moda, Tendência

Há muitos séculos peças em alfaiataria foram vinculadas a um mercado de luxo inalcançável, nos mostrando peças de grandes marcas como Chanel, Prada, entre muitas outras. Traziam peças em alta costura sendo peças sociais elegantes, com modelagens perfeitas.

Em pleno século 21 nos deparamos com uma grande situação, onde uma Pandemia (Covid-19) nos trouxe muitos acontecimentos e mostrando como tudo pode transformar-se em pouco tempo. A moda não está de fora dessa, sempre inovando e buscando novos tentáculos para caminhar.

Depois de passarmos certo tempo dentro de casa, nos acostumamos com o conforto e com a funcionalidade do nosso lar, e muitas pessoas tiveram que reinventar-se de divergentes formas. Com novos ares e momentos de dificuldade, tivemos que nos adaptar, novos empreendimentos foram criados e pensados e assim uma nova era da alfaiataria começa.

“Ai, vocês me perguntam, mas o que uma coisa liga a outra?” Quando nos vemos sem muitas alternativas, temos que buscar maneiras de nos transformar, mulheres e homens em média, a partir dos 20 anos, empreenderam e abriram novos horizontes. Esse novo ar trouxe junto um estilo home office, porém com essa pitada de elegância.

Empreender trás consigo uma grande responsabilidade, o que pede uma grande mudança no visual. Pessoas começaram a buscar peças mais sofisticadas e que não perdessem o conforto (como ternos extremamente ajustados). Essa fase dentro de nossas casas nos ensina como nosso pijama pode ficar “cool” com com os acessórios certos, e claro, os pijamas certos.

As peças de um “Soft Formal Wear” vão de reuniões importantes e chamadas de vídeos em Home Office a happy hour com as amigas. Trás a funcionalidade, conforto e leveza do nosso lar e mescla com o formal e elegância das peças em alta costura, tornando-se tendência para as novas empreendedoras do século.

Fonte: Alberta Ferretti – Ready to wear – Pinterest.

Grandes influencers e marcas como a Zara, Shein, Amaro e Revolve aderiram a esse novo estilo de vida, onde conforto sempre prevalecerá. O divertido dessa trend é poder brincar com essa funcionalidade e diversidade do pijama social, o conforto de peças do lar unido ao formal de peças urbanas.

Fonte: Alberta Ferretti – Ready to wear – Pinterest.

Assim mais uma geração de consumidores vem se instalando e nas passarelas já podemos ver o resultado. O conforto de usarmos peças mais amplas e descoladas para reuniões de trabalho, veio para ficar. Essa desconstrução de estilos muito estruturados e sólidos acaba e surge uma nova moda em que moletons e pijamas de seda podem ser usados na rua, no aerolook ou no bar com suas amigas e não somente dentro de casa. Moda na qual uma grande situação (pandemia) desfez um grande paradigma (pijama é para dormir), transfigurando  uma necessidade em tendência.

Giovana Bernardo.

Fonte: Pinterest.

A Moda Feminista Brasileira

Comportamento, Moda, sustentabilidade

Existem segmentos de moda que estão começando a crescer e se destacar cada dia mais, vemos percebendo um crescente da força e união das mulheres e junto com esse movimento feminista, tão crucial e necessário, existem as marcas que vão surgindo e agregando tanto ao feminismo. Sabemos que o mundo da moda é um mundo muito machista, que propositalmente ou até mesmo sem a intenção, incentiva padrões estéticos inalcançáveis, além de deixar de lado mulheres que não se encaixam nesse seleto grupo do chamado “aparência e corpo ideal”, este que normalmente se refere as mulheres com traços brancos europeus. Graças a muito diálogo e informação podemos ver aos poucos as quebras desses “muros” que nos reprimem e nos enquadra em caixinhas, mulheres sendo incentivadas cada vez mais a se amarem como são, a exigirem respeito e igualdade, a usar qualquer peça de roupa independente do seu tipo de corpo, existe um caminho muito longo ainda para percorrermos, mas temos que enaltecer todos os já conquistados e não deixar que nenhum deles se perca novamente no caminho.

É um movimento tão bonito esse, e ter marcas que vem junto com isso, principalmente no Brasil que ainda tem muitas questões a serem trabalhadas é tão importante ter as marcas pioneiras nesse aspecto, dando a oportunidade dessas mulheres terem onde encontrar roupas que as represente, é muito necessário para que cada vez mais possamos conquistar nosso espaço, e poder realmente colocar em prática esse pensamento de liberdade, encontrando lugares onde haja uma identificação nos ideais.

Vale ressaltar que as marcas que estão dentro deste segmento de moda feminista brasileira, oferecem peças para mulheres acima de 20 anos e todas também estão ligadas a questões de sustentabilidade! Consumo consciente.

Nauta – Marca com produção 100% feito por mulheres, sede em São Paulo (SP), reutiliza resíduos têxteis, valorização de diferentes corpos.

Brisa Slow – Marca de design natural, produzida com o propósito de inspirar leveza e auto cuidado feminino, valoriza diferentes corpos e tem sua sede em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Panoh – Marca que valoriza o “Corpo Livre” e produz roupas sustentáveis, sede em Vinhedo (SP).

Demodê – Marca nordestina, sede em São Luís, peças feitas à mão e com uso de algodão orgânico para trazer ainda mais conforto e liberdade as mulheres.

Violet Intimate – Moda para “mulheres de espírito livre”, é uma marca consciente e também com produtos feitos à mão, incentivando amor próprio nas mulheres e proporcionando conforto nas peças.

Uhnika – Moda que produz peças atemporais, buscando valoriza as mulheres, mas também o consumo consciente, “para mulheres de personalidades uhnikas”.

 Utopiar – Marca feita por mulheres ressignificando histórias de violência doméstica, além de ser uma marca sustentável está totalmente voltada a ajudar mulheres em seus processos.

Ziovara – Marca fundada por duas irmãs no interior de São Paulo, com foco na diversidade e empoderamento feminino.

Prosa – Marca voltada ao empoderamento feminino, diversidade de corpos e liberdade da mulher, peças feitas com consciência, fundada por Carol Burgo.

Imagem:Reprodução/instagram/@nautabrasil
Imagem:Reprodução/instagram/@demode_atelie
Imagem:Reprodução/instagram/@panoh_oficial
Imagem:Reprodução/instagram/@uhnika
Imagem:Reprodução/instagram/@violetintimate
Imagem:Reprodução/instagram/@vamosutopiar
Imagem:Reprodução/instagram/@ziovara
Imagem:Reprodução/instagram/@lojaprosa

Luiza Guidi Menezes.

Burkini: A roupa de banho da mulher mulçumana.

Cultura e lazer, Moda

O burkini, burquíni ou burqini (uma palavra-valise de burca e biquíni)  faz parte da vestimenta das mulheres mulçumanas, seguidoras do Islã, que não se sentem confortáveis em utilizar trajes de banho reveladores, este segmento é voltado para a moda praia, os burkinis são compostos por três peças, a capa, o casaco e a calça, muito semelhante a uma roupa de mergulho, feito com material de traje de banho, próprio para a prática de esportes e natação, suficientemente leve, permite que elas não corram nenhum risco nas suas práticas. Esta vestimenta está cada vez mais popular entre elas, dando-lhes liberdade para ir à praia e piscina sem despir-se.

Voltado para mulheres mulçumanas de todas as idades, apesar de serem fechados e cobrirem o corpo, são coloridos e seguem a mesma criatividade das estampas e cores dos biquínis, voltado para a mulher mulçumana contemporânea, que não abre mão da leveza e do divertimento nos horários de lazer.

Aqui no Brasil não consegui encontrar lojas que já tivessem estas roupas prêt-à-porter, só feitas sob medida. Através da influencer Mariam Chami encontrei a Alai, uma marca que confecciona roupas para o dia a dia, festa e banho sob medida para este público.

 A primeira aparição do burkini foi nas Olimpíadas de 2008, em Pequim, é uma invenção recente, mas logo se tornando um sucesso comercial entre as mulheres mulçumanas. A primeira peça surgiu na Austrália, logo se espalhando pela Ásia e consequentemente por todo o mundo. Criada por uma estilista australiana-libanesa Aheda Zanetti, que diz ter tido a ideia em 2004 por ver que sua sobrinha e outras mulheres tinham dificuldade de praticar esportes utilizando o niqab, véu que deixa apenas os olhos de fora, a ideia tornou-se popular e amada, sendo hoje uma marca e um sucesso comercial.

Fonte: https://www.burkiniremsa.com/product/green-leaves-full-coverage-burkini/
Fonte: https://sunwayuvclothing.com/product/islamic-burkini-modest-swimwear-4/
Fonte: https://www.burkiniremsa.com/product/lycra-fabric-blue-phoenix-burkini/

Beatriz Zatiti

O Comfortable classic wear: A adaptação do clássico.

Moda

O Comfortable classic wear ou estilo clássico confortável é um segmento de moda que busca unir o clássico e chique da alfaiataria de uma forma moderna e solta, como uma atualização do estilo forte das peças que vinha perdendo espaço no mercado por ser uma área voltada ao âmbito profissional, carregando uma seriedade que os jovens de hoje estão abandonando. 

 Este segmento que começou com blogueiras americanas que seguiam a onda dos filmes clássicos como “patricinha de Bevely Hill” que esbanjava terninhos e blazers que deixavam todos apaixonados. Com esse conceito que o filme trazia os jovens começaram a desejar mais peças de alfaiataria porem sem todo aquele padrão reto que conhecíamos sendo readaptado e caindo nos gostos das celebridades que usaram looks readaptados conhecidos agora como esse segmento.

 O estilo Comfortable classic wear tem como publico principal os jovens de 22 anos que gostam do estilo clássico moderno porem pode se adaptar para o âmbito profissional de adultos que buscam trajes sofisticados para o trabalho.

Neste segmento as peças costumam ser over sizes com implementações de penses para o melhor caimento, variando de conjuntos ou apenas uma peça, entre shorts e calcas, um visual diferente do que estávamos acostumados com a alfaiataria clássica e justa. Nas imagens a seguir podemos ver variações de looks para qualquer ocasião. 

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Gabrielly Carreiro

foto de capa: https://br.pinterest.com/pin/599049187928750158/

O que é o Recycling Wear?

Moda, sustentabilidade, Tendência
Fonte: https://ecolebrasil.com/wp-content/uploads/2019/04/upcycling.jpg

O que é o Recycled Wear?

O mercado da moda, que é uma das indústrias mais poluentes do planeta, tem buscado novas formas de tratar seus resíduos. O fast-fashion, tendência que produz roupas baratas em ritmo acelerado, tem um alto custo para o planeta. Os fabricantes de lojas que adotam esse modelo de consumo, utilizam químicos tóxicos no tingimento de tecidos, sendo esse o segundo maior poluente de água limpa do mundo, perdendo apenas para a agricultura.

 A Ellen MacArthur Foundation, com o apoio da estilista Stella McCartney, fez um relatório chamado “A new textiles economy: Redesigning fashion’s future”, em que nos é apresentado o dado de que, a cada segundo, o equivalente a um caminhão de lixo cheio de sobras de tecido é queimado ou descartado em aterros sanitários. Assim, todos os anos, bilhões de dólares são jogados fora com roupas pouco usadas e que quase nunca são recicladas ou reaproveitadas.

A indústria da moda também produz toneladas de gases do efeito estufa por ano, como o carbono, cuja indústria é responsável por ¼ da emissão em todo o planeta. Além de tudo isso, como mostra o documentário “The True Cost”, o crescimento do algodão, utilizado na fabricação de roupas, precisa de altos níveis de água e pesticidas para que não haja falhas no desenvolvimento de suas plantações, colocando em risco até mesmo a saúde dos agricultores.

É assim que surge a ideia do Recycled Wear, que pode ser dividido em: Upcycling, Downcycling e Recycling. Segundo pesquisas da ação Fashion Revolution, 95% das roupas podem ser trabalhadas com todos esses processos de recuperação.

O Recycling consiste no processo que permite que o resíduo recuperado se transforme novamente em matéria-prima, que pode ser utilizada na produção do mesmo produto que o gerou.

Já o Downcycling, é o processo de recuperação que transforma o resíduo em matéria-prima de menor valor.  Essa matéria-prima não pode ser utilizada na produção do produto do qual foi gerado, mas sim em produtos secundários.

E por fim, o Upcycling, que talvez seja o mais interessante na indústria da moda, é o processo que transforma o resíduo em matéria-prima com melhor qualidade e valor agregado. Esse processo propõe uma mudança no design e uma revolução nos processos de fabricação, reforçando o conceito de sustentabilidade.

E é aí que atua o setor da customização, que transforma produtos danificados ou que já não tinham mais utilidade, em produtos novos e criativos, atraindo pessoas que se preocupam com meio ambiente e que querem dar uma cara nova para produtos que já não tem mais serventia.

A artista Bruna Godoy (@brugodoy.loja), por exemplo, faz um trabalho muito legal com peças que encontra em brechós e vende em seu site peças únicas, pintadas e bordadas a mão.

É isso também que as ex-alunas do Curso de Moda do Centro Universitário Moura Lacerda decidiram fazer: dar uma cara nova às peças de roupas! E o resultado você também pode conferir no Instagram da marca: http://instagram.com/byoucustom/  

Como você, consumidor, pode ajudar nesse impacto ambiental causado pela indústria da Moda?

Primeiramente, envolvendo-se nesse debate e conhecendo mais sobre o assunto e sobre as marcas nas quais você costuma comprar e se elas se preocupam com o meio ambiente. Uma ótima ideia é começar comprando peças de roupas em brechós ou de produtores locais, doando suas roupas, customizando-as, trocando com amigas ou até mesmo transformando-as em novos produtos. É muito válido também cobrar um posicionamento das marcas e transparência a respeito do processo de suas peças, como publicar uma foto nas redes sociais com a hashtag #WhoMadeMyClothes e mencionar a marca.

É com pequenos passos que transformamos o mundo!

Roberta F. Rodrigues

ESTAMPAS TENDÊNCIAS

Moda, Sem categoria

As estampas trazem uma cor e uma energia vibrante. Nesse verão podemos ver que as estampas que predominaram toram o tie dye vimos vários artistas investindo nesse estilo. Com a pandemia muitas pessoas investiram em fazer suas próprias estampas com diferentes formatos e cores, por exemplo a influenciadora Gkay que criou sua própria linha de roupas inspiradas nessa estampa. Outra tendência que está em alta são estampas florais e de fruta que são a cara do verão e dão um ar de tropical, essas estampas são versáteis e dão a opção de brincar bastante com cores e usar outro tipo de estampas junto. A tendência, neste ano, é de um padrão maior, com flores grandes se misturando à folhagens. E o grande destaque de 2020 fica com as estampa de animal print, essas vem predominando e crescendo seu uso ano a ano, porém, a que está mais em evidência neste ano é a zebra, com fundo neutro ou tonalidades puxada para o marrom, podendo ser também colorida.

A internet é uma importante ferramenta que facilita a troca de informações e ideias entre as pessoas, modificando a maneira como as pessoas se relacionam e procuram informações. Nesse sentido surge um novo segmento na internet, as influencers digital, que hoje tornou-se profissão devido a grande importância que elas possuem no que se diz respeito a estilo de vida.

Essas mulheres receberam esse título devido ao grande poder que elas possuem em influenciar diretamente, principalmente mulheres e jovens, nas decisões de compra e até opinião de suas seguidoras. Os jovens fazem parte de um grupo que está em formação, aprendendo a moldar sua opinião e seus costumes, na moda não seria diferente, eles procuram “seguir” em redes sociais pessoas que lançam as tendências, trazendo um padrão de beleza e estilo de roupa e vida. Uma das blogueiras mais famosas nesse seguimento de jovens é a Jade Picon, de 19 anos, com 10 milhões de seguidores em seu Instagram. Famosa por seu estilo de roupa criou uma marca própria em 2019 de roupas e acessórios com seu estilo, lançando tendência para os jovens, porém, sua marca não se torna muito acessível devido aos preços altos. No entanto seu estilo está sempre concertado com as últimas tendências de moda do mundo, predominando estampas como tiedie, animal print e estampas pequenas com logos da marca, algo que está crescendo em roupas para jovens. Essas mesmas estampas estão nos acessórios da marca também. O que podemos destacar é que o ano de 2020 foi marcado pela estampa tiedie, viralizou principalmente no Brasil e tornou-se febre para todas as idades.

Tainá Carneiro

Roupas sociais para mulheres com medidas corporais pequenas?

Moda

Atualmente, no Brasil, roupas sociais femininas estão cada vez mais difíceis de serem encontradas. Um post do blog bazarpop de 2018, explica que isso acontece porque as novas gerações estão surgindo com a mente mais aberta em vários sentidos, inclusive em relação aos códigos de vestimenta. Porém, assim como o blog bazarpop ressalta, nós sabemos que há ocasiões e trabalhos que ainda exigem um modo de vestir mais formal.

Então, mesmo diante das mudanças na sociedade, há momentos que é necessário roupas sociais, porém, atualmente, o social não é mais necessariamente nos moldes de antigamente, há uma maior flexibilidade quanto a vestimenta. Mesmo assim, ainda é difícil encontrar roupas que se encaixem nesse segmento, principalmente para mulheres e ainda mais para aquelas acima de 20 anos que tem um tipo corporal pequeno, que é o público-alvo abordado aqui.

Em termos gerais, essas mulheres possuem medidas corporais bem pequenas, as vezes, até mesmo abaixo das medidas que compõem os tamanhos de roupas que são disponibilizados no mercado.

São mulheres que vestem tamanhos como PP, P, numeração 32, 34 e 36, no entanto, não é sempre que esses tamanhos são disponibilizados pelas marcas, principalmente tamanhos como o PP, 32 e ocasionalmente o 34. E por vezes, até mesmo esses tamanhos ainda ficam grandes para essas mulheres.

A dificuldade de encontrar roupas desse segmento, somado a realidade dessas mulheres adultas, torna-se mais difícil adquirir roupas sociais que sirvam corretamente, com bom caimento, sem a necessidade de eventuais ajustes e que tenham um preço mais acessível.

Algumas marcas encontradas nesse segmento são:

Principessa: é uma marca expertise em camisaria feminina, que traz peças que empoderam as mulheres, prezando o design, o conforto e a qualidade.

Cori:  traz roupas contemporâneas com sofisticação e simplicidade, porém, ela teve um período de pausa e está voltando agora em 2020 trazendo mais novidades, então, no momento não há uma grande variedade de peças.

Rabusch: é reconhecida pelas releituras da alfaiataria feminina e estamparia exclusiva, voltado para as mulheres modernas que buscam versatilidade, conforto e uma boa modelagem. Disponibiliza peças casuais também, mas com um aspecto mais elegante.

PAConcepet: oferece roupas femininas para o trabalho, com uma boa variedade de modelos.

Contudo, a maioria delas não conseguem atender de forma efetiva as medidas corporais do público abordado aqui. Elas começam sua numeração no PP ou 36. Observada as tabelas de medidas das marcas citadas acima, a Principessa é a que apresenta as menores medidas, dessa forma, a que se encaixaria com mais facilidade nos corpos dessas mulheres.

Há marcas como Zara, Marisa, Amaro, entre outras, que trazem algumas peças sociais ou que podem se encaixar nesse termo, porém é necessário dar uma boa garimpada e mesmo as que possuem uma seção de roupas sociais, não apresenta uma gama muito grande de variedades e algumas não possuem tão boa qualidade, porém, os preços são bem mais acessíveis.

Claro que também tem as grandes marcas de luxo, como por exemplo, Gucci, Giorgio Armani e Chanel, com roupas de alta qualidade e que podem ser usadas para ocasiões sociais/formais, no entanto, os valores são muito altos, o que fica fora da realidade de muitas pessoas.

Então é um segmento que não se vê mais tendo tanto destaque, principalmente voltado para mulheres e ainda para públicos com medidas bem pequenas.

Fernanda Goulart.

Fonte: Blog bazarpop

Foto da capa: Pinterest